Resenha | Punição para a Inocência

7 de out. de 2020

Oi Perdidos,

Eu li Punição para a Inocência, o 50º livro de Agatha Christie, na Leitura Coletiva do Clube do Farol com o apoio da editora Harper Collins Brasil. Meu primeiro contato com a Rainha do Crime foi através do livro Assassinato no Expresso Oriente, que, infelizmente, não curti muito.

Punição para a Inocência
Amazon

Autora: Agatha Christie
Editora: Harper Collins Brasil
Tradutora: Luisa Geisler
Capa: Túlio Cerquize
Gênero: Policial, Suspense, Mistério, Crime
ISBN: 9788595086791 Skoob
Páginas: 256
Ano: 2020
Classificação:


Em Punição para a Inocência, o temperamental Jacko é condenado à prisão perpétua por ter assassinato sua mãe. Ele jura inocência e apresenta um álibi. Segundo ele, estava pegando uma carona na hora do crime, mas o motorista nunca apareceu para confirmar sua história. Jacko foi preso e acabou morrendo na prisão.

Dois anos depois, Arthur Calgary aparece e conta para a família Argyle que ele era o motorista que ofereceu a carona e que Jacko estava dizendo a verdade. Ele era inocente! Dr. Calgary esperava trazer conforto à família ao limpar o nome de Jacko. Só esqueceu que ao inocentar Jacko, o caso seria reaberto e a família seria assombrada com a possibilidade do verdadeiro assassino ainda estar entre eles.

A justiça me parecia muito importante. Agora... Estou começando a me perguntar se não existem coisas mais importantes.
Por exemplo?
Como... A inocência, talvez.

Esse intrigante caso de homicídio não é investigado por Hercule Poirot nem por Miss Marple. Os dois detetives aparecem em mais de 50 livros da autora britânica que atuou como romancista, contista, dramaturga e poetisa. Agatha Christie se destacou no gênero romance policial, por isso o apelido de Rainha do Crime. Durante sua carreira, publicou mais de oitenta livros, alguns deles sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

A edição da Harper Collins é primorosa! O livro tem um tamanho menor do que o normal, mas não chega a ser pequeno. É confortável nas mãos. A diagramação e as folhas amarelas facilitam a leitura. Achei ótima a tradução de Luisa Geisler, o que me levou a pensar que posso não ter gostado de Assassinato no Expresso Oriente por causa da tradução. A capa de Túlio Cerquize é linda! Amei a cor!

Todo mundo da família e os empregados que trabalham na casa tem motivos para ter cometido o assassinato e a gente fica duvidando de cada um deles à medida em que vamos conhecendo suas histórias e seus traumas. Rachel Argyle, a vítima, não podia ter filhos, então adotou cinco crianças: Micky, Jacko, Mary, Hester e Tina. Achei interessante como a autora ressalta o fato deles serem adotados. Talvez para confirmar que qualquer um deles poderiam ter matado a mãe, por não serem filhos de sangue. Temos que lembrar que a história foi publicada originalmente em 1958.

O título é brilhante, assim como o mistério criado pela Agatha Christie. Ao ter reaberto o caso, o Dr. Calgary estava punindo os inocentes que tiveram que repassar por toda uma nova investigação policial, gerando suspeitas entre os moradores da casa Pico Ensolarado e afastando os membros de uma família mergulhada em um mistério que talvez nunca seja solucionado.

Punição para a Inocência é uma obra prima. Um clássico!

Venha ler com a gente. Participe das Leituras Coletivas de Clássicos organizadas pelo Clube do Farol.

Com amor, André

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Oi Perdido,
Deixe o seu recado, seja ele um elogio ou uma sugestão.
Obrigada por visitar os Garotos Perdidos.