Resenha | Sessão da Meia-Noite com Rayne e Delilah

25 de jun. de 2020


Oi Perdidos, 

Sessão da Meia-Noite com Rayne e Delilah é o terceiro livro de Jeff Zentner. Eu amei Dias de Despedida, mas ainda não li Juntos Somos Eternos. Todos os três livros foram lançados pela Editora Seguinte.

Sessão da Meia-Noite com Rayane e Delilah
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Autor: Jeff Zentner
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Editora Seguinte
Gênero: Jovem Adulto
ISBN: 9788555340932 Skoob
Páginas: 406
Ano: 2019
Classificação:


Josie e Délia se transformam em Rayne Ravenscroft e Delilah Darkwood, duas vampiras que apresentam o Sessão da Meia-Noite com Rayne e Delilah, um programa que exibe filmes de terror antigos e de baixo orçamento, sob os comentários sarcásticos das duas amigas.

Se a pessoa tivesse alguma noção, não colocaria esse tipo de filme no mundo. Monstros ruins. Trabalho de Câmera que dá náuseas. Finais abruptos e anticlimáticos que dão a impressão de que o orçamento acabou antes do fim da história.

O programa é exibido na TV local e em mais sete outras emissoras. O sonho de Délia é que o pai, um fã de filmes de terror e que abandonou a família quando ela tinha apenas 8 anos, descubra o programa e resolva aparecer.

Josie sempre quis trabalhar na TV e adora fazer o programa junto com a melhor amiga, mas sua mãe conseguiu um estágio na Food Network, em Knoxville. Josie sabe que Délia tem problemas de autoestima porque foi abandonada pelo pai e não gostaria de deixar a amiga e o programa que criaram juntas.

A esperança surge quando as meninas são convidadas para participar da ShiverCon, a maior convenção do universo de terror, onde Jack Divine, um importante produtor, também vai estar. Se elas conseguirem que ele produza o programa delas, Josie não vai precisar mais deixar o programa. 


O tema central de Sessão da Meia-Noite com Rayne e Delilah são as relações familiares e de amizade. Quando comecei a ler o livro, pensei: Tá... é só isso? Dias de Despedida é melhor! Realmente, a história não tem grandes acontecimentos no início, mas a narrativa de Zentner é envolvente. Você vai conhecendo as personagens, se apaixonando por elas e torcendo para que tudo termine bem no final.

Délia e Josie são duas adolescentes que estão terminando o ensino médio e pensando o que será do futuro. Adorei que o autor viajou nos pensamentos malucos das personagens. Ele entende muito bem esses personagens jovens.

A infância parece durar para sempre quando você está vivendo, mas um dia você acorda e tem 18 anos e está indo para a faculdade.

Em um certo momento, Délia está conversando com o namorado de Jesmyn, uma antiga amiga, e ele fala que perdeu três amigos em um acidente de carro. Achei muita coincidência e fui verificar em Dias de Despedida. Sim, era mesmo o Carver! Uma grande sacada. Os personagens secundários também são muito legais. Adorei o ranzinza do Arliss, funcionário da TV que grava o programa, e o fofo do Lawson.

A história narra algumas gravações do programa e a identificação dos youtubers com esses momentos deve ser muito grande, porque eles também precisam preparar os roteiros, gravar, editar... Gostei de acompanhar esse processo.

A narrativa é na primeira pessoa, alternando o ponto de vista entre as duas amigas. Não gosto muito desse estilo porque costumo me confundir e tenho sempre que voltar para ver sob qual ponto de vista está sendo narrado aquele capítulo. Mas é apenas um gosto pessoal.

É bom que as coisas acabam. Isso obriga você a amá-las furiosamente enquanto as tem.

O autor me comoveu mais uma vez. Terminei de ler o livro secando as lágrimas e com o coração batendo forte. Ele sabe escrever histórias cotidianas, mas emocionantes, como poucos conseguem. Viver é lidar com as emoções e Jeff Zentner escreve sobre a vida.

Com amor, André

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