Resenha | Querido Evan Hansen

10 de out de 2019

Oi Perdidos,

Duas coisas chamaram minha atenção em Querido Evan Hansen. Primeiro, o livro é inspirado no premiado musical da Broadway e, depois, a singela capa nacional foi feita por Vitor Martins, autor do excelente Um Milhão de Finais Felizes. Não sabia nada sobre a história quando comecei a ler o livro publicado pela Editora Seguinte.

Querido Evan Hansen
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Autor: Val Emmich, Steven Levenson, Benj Pasek e Justin Paul
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte @editoraseguinteoficial
Gênero: Romance, Drama, Young Adult, LGBTQ+, Suicídio, Musical
ISBN: 9788555340833 Skoob
Páginas: 336
Ano: 2019
Classificação:

O nome completo do nosso protagonista é Mark Evan Hansen. O pai queria que o filho se chamasse Mark e a mãe, Evan. Ele tem problemas de interação social e de ansiedade, principalmente quando se sente inseguro ou sobrecarregado. Para evitar esses momentos e criar uma perspectiva positiva, seu psicólogo sugere um exercício de escrita. Evan deve escrever cartas encorajadoras para si mesmo, começando sempre com:

Querido Evan Hansen, hoje vai ser um dia bom, e vou dizer por que.

Evan acaba escrevendo um desabafo pessimista e a carta impressa vai parar nas mãos de Connor Murthy, o encrenqueiro da escola. Dias depois, Connor comete suicídio e Evan se sente culpado achando que tudo aconteceu por causa da sua carta.

Entendo que quando não estamos com a cabeça no lugar, qualquer besteira pode se transformar em algo insuportável e, de repente, você pega um caminho sombrio e não consegue achar mais o caminho de volta.

Os pais de Connor encontram a carta no bolso dele e acreditam que ela é uma despedida que o filho escreveu para o querido amigo. Evan nunca foi amigo de Connor, mas ele não consegue desmentir e vai se enrolando cada vez mais nessa mentira.

O livro foi escrito por Val Emmich que também escreveu Os Prós e os Contras de Nunca Esquecer, lançado aqui pela editora Intrínseca. Steve Levenson é o responsável pela peça musical ganhadora de vários Tony Awards que serviu de inspiração para o livro. Benj Pasek e Justin Paul são os compositores da peça e responsáveis pelas trilhas sonoras de filmes como La La Land e O Rei do Show.

O livro é um pouco lento no início, por isso tirei uma estrela da classificação, mas à medida que conhecemos mais o Connor (há capítulos narrados por ele após o suicídio), o livro vai ganhando em dramaticidade.

Meu nome. Foi a única coisa que escrevi. No gesso de outro garoto. Não foi bem uma carta de despedida. Mas, enfim, deixei minha marca. Em um braço quebrado. Parece certo. Até poético, se parar para pensar.

Amei o Connor e fiquei triste quando descobri pelo que ele estava passando. Realmente fiquei tocado.

Como já disse antes, a capa é linda e o gesso que o Evan usa após cair de uma árvore tem uma textura que lembra muito a textura de um gesso de verdade. Uma bela edição com páginas amareladas, orelhas e uma diagramação que facilita a leitura. Gosto muito das edições da Seguinte.

A história de Evan Hansen deve ser lida por todos, principalmente pelos jovens que se sentem ou já se sentiram invisíveis assim como o personagem. O livro traz uma mensagem muito importante para os dias atuais. Lembre-se... Hoje vai ser um dia bom, e vou dizer por que. Porque você não está sozinho.

É uma excelente dica de leitura para a campanha do Setembro Amarelo, mês da prevenção ao suicídio. Nada melhor do que um livro para gerar empatia e conscientizar a população sobre temas como saúde mental, bullying e suicídio.

No final do livro há uma lista de instituições (que reproduzo aqui) que podem ajudar pessoas que estão com depressão ou pensando em se machucar. Não hesite em buscar ajuda.

Centro de Valorização da Vida (CVV)
http://www.cvv.org.br
Telefone: 188

Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) http://www.abrata.org.br
Telefone: (11)3256-4831

Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (Abeps)
http://www.fenix.org.br
Telefone: (11) 3271-9315

Com amor, André

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