Resenha | O Véu Entre Mundos

17 de out. de 2019

Oi Perdidos,

Já li Graham: O Continente Lumúria e Lazaro: A Maldição dos Mortos do autor paulista Vinicius Fernandes, mais conhecido pelo pseudônimo A. Wood. O Véu Entre Mundos é o terceiro livro que leio dele.

Véu Entre Mundos
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Autor: Vinícius Fernandes (A. Wood) @vinywood
Editora: Selo Jovem @editoraselo
Gênero: Aventura, Fantasia, Nacional
ISBN: 9788566701579 Skoob
Páginas: 208
Ano: 2016
Classificação:

Stephen King disse, em A Torre Negra, que há outros mundos além deste. E se o véu que divide esses mundos começasse a se rasgar? A partir dessa premissa, o autor desenvolve a história de Alice Limberger.

Alice está cansada de sua vida estressante. Ela estuda letras à noite e durante o dia trabalha em uma escola onde ensina inglês para crianças. Alice ainda tem que dividir sua atenção com o namorado Marco e a mãe que trabalha na lanchonete da família.

Alice e Marco se conheceram no colegial e já namoram há uns 3 anos. Os dois estavam fazendo piquenique no parque do Ibirapuera quando viram surgir um portal em pleno ar.

O frio aumentou de supetão e, por um momento, a moça não soube distinguir se o que via era real ou se ela estava tonta e prestes a desmaiar. A área que a separava do namorado parecia estar borrada [...]. Mas, na fração de segundos após isso, o barrão sumiu e houve um barulho de implosão, como se o próprio ar tivesse se consumido.

Esses portais sobrenaturais começam a aparecer aleatoriamente em diversos lugares do planeta, provocando o desaparecimento de várias pessoas e o aparecimento de fadas, seres que até então só existiam em livros de fantasia.

Gosto muito da forma como o autor conduz suas histórias. Ele começa devagar e aos poucos você vai se envolvendo com a narrativa e se afeiçoando aos personagens. Em Graham e Lázaro há personagens gays, mas o foco da história não é a sexualidade deles. É apenas uma de suas características. Não temos um personagem homossexual em O Véu Entre Mundos, mas Alice precisa conhecer a sua história, saber quem realmente é, para poder se aventurar entre os mundos. [Não é exatamente isso que os gays precisam fazer para sobreviver?]

Comprei a obra direto com o autor. A edição tem boa diagramação, páginas amarelas e um mapa do Reino de Fäerie. No início de cada capítulo há uma bela ilustração de dois unicórnios. O livro que recebi, devidamente autografado, não tem orelhas, mas sei que a editora Selo Jovem lançou alguns títulos com as opções de com e sem orelhas.

Mais uma vez o autor A. Wood entrega uma fantasia bem construída que se passa na capital paulista, com personagens imperfeitos e uma boa dose de ação.


O autor relançou Graham: O Continente Lumúria pela editora Pandragon em uma edição capa dura, ilustrada e com final alternativo. Além disso, o autor lançou Caminho Longo na Bienal do Rio deste ano.

Com amor, André


Vinicius Fernandes (A. Wood)





Vinicius Fernandes nasceu em São Paulo no dia 25 de fevereiro de 1992. Conheceu o mundo literário com 7 anos, depois de aprender a ler. Então, aos 12, criou sua primeira história, que se estendeu por uma trilogia não publicada. Também escreve contos que publica em seu blog pessoal. Escrever desde os 12 anos de idade permitiu-lhe aprimorar suas habilidades até chegar a seu primeiro romance sólido, Graham – O Continente Lemúria, que assina sob o pseudônimo de A. Wood. Formado pela Universidade São Judas Tadeu em Tradução e Interpretação, o autor atualmente mora em São Paulo, onde atua como professor de inglês, tradutor e intérprete.

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