Crítica | Rambo: Até o Fim

24 de set de 2019
Sylvester Stallone

Oi Perdidos,

Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger são a personificação dos filmes de ação dos anos 80. Seus nomes eram garantia de filmes bem produzidos e de sucesso garantido. Os dois atores estão renovando suas cineséries mais famosas. Em breve veremos Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio. Stallone já atualizou a série Rocky com os ótimos Creed: Nascido para Lutar e Creed II. Agora, é a vez de Rambo.

Sylvester Stallone
Clique para ver o trailer
Título: Rambo: Até o Fim
Título Original: Rambo: Last Blood
País: EUA
Ano: 2019
Diretor: Adrian Grunberg
Atores: Sylvester Stallone, Paz Vega, Yvette Monreal e Sergio Peris-Mencheta
Gênero: Ação
Distribuidor: Imagem Filmes
Classificação:
Rambo: Até o Fim não é um reboot, como aconteceu com Rocky. Ele finaliza um ciclo que começou há 37 anos, com Rambo: Programado para Matar (First Blood, EUA, 1982). John Rambo (Sylvester Stallone) vive recluso em um rancho que fica na fronteira entre os Estados Unidos e o México. A única alegria do veterano de guerra é Gabrielle (Yvette Monreal), sua sobrinha.

Gabrielle quer saber por que seu pai abandonou a família e vai até o México em busca de respostas. Ela acaba sendo sequestrada e vendida como prostituta para uma quadrilha de exploração sexual. Rambo não consegue controlar seu desejo de vingança e resolve enfrentar um dos maiores cartéis do México.

Ivette Monreal

O filme recebeu a classificação indicativa de 18 anos, o que significa que menores de 18 não podem assistir ao filme, nem acompanhados de um adulto. Não é por menos. Além do uso de drogas ilícitas, há exploração sexual, tortura, mutilação e, claro, muito sangue.

Sylvester Stallone

As cenas são realmente violentas e algumas podem chocar pela sua crueldade. Elas são bem feitas e devem agradar os que curtem esse tipo de filme. O problema está no roteiro superficial e muito clichê, que pode levar a outros problemas. O presidente americano quer construir um muro para impedir a migração ilegal do México para os Estados Unidos e o filme acaba incentivando a xenofobia (medo, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros) do povo americano ao mostrar todos os mexicanos como corruptos ou bandidos violentos. E olha que o diretor é mexicano.

Adrian Grunberg
Diretor Adrian Grunberg 
O diretor Adrian Grunberg iniciou sua carreira no cinema como assistente de direção nos anos 90 em pequenas produções mexicanas. Depois trabalhou em produções mais conhecidas como Amores Brutos (2000), sucesso do oscarizado Alejandro González Inárritu, Traffic (2000) e A Lenda do Zorro (2005). Seu primeiro filme como diretor foi Plano de Fuga (2012) com o astro Mel Gibson.

O final do filme traz um clip com várias cenas de Sylvester Stallone na pele de Rambo. Isso comprova como tanto o ator quanto o personagem marcaram a história cinematográfica dos filmes de ação dos anos 80. Pena que toda essa bagagem não ajuda o filme em nada. Tinha uma boa expectativa, principalmente após Creed, mas elas não se confirmaram. Infelizmente.

Com amor, André

7 comentários:

  1. Oie.
    lembro de Rambo passando na tv, gente como estou velha.
    Uma pena que ele ficou tão violento assim. E essa coisa de xenofobia foi bem pesada não é mesmo? Tenho minhas dúvidas se assisto ou não.. Violência demais nunca e minha praia

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  2. Oi André!

    Definitivamente não é o tipo de filme que eu assista, filmes de ação (em geral) me fazem rir por conta de todo o exagero envolvido nas cenas que querem que passem por reais. Sem dúvida este último filme tem seu mérito por fechar um ciclo tão grande pro Stallone, mas definitivamente não é algo que vou assistir por conta do seu comentário sobre incentivar a xenofobia. Acho que o mundo já está muito complicado para que haja esse tipo de produção IRRESPONSÁVEL ainda que alimente esse ódio absurdo (ainda que TALVEZ não seja de forma intencional).

    Beijinhos

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  3. Oi, André!
    Eu não curto muito esses tipos de filmes, principalmente Rambo, que o único objetivo é colocar um homem fortão e mostrar o quão foda ele é. Rocky e Exterminador do Futuro ainda são melhores. Mas não dá para tirar a importância e o ícone que eles foram nos anos 80.
    Vi muitas críticas negativas com esse livro e a maioria falando o que você comentou. Acho que, por mais porradaria que tenha, os filmes tem que tomar um cuidado com as representações que eles estão fazendo, principalmente hoje em dia que os EUA tem um presidente como o Trump. Ou pelo menos, deixem bem claro qual que são as suas posições.
    Também não gosto do Stallone, principalmente depois que eu soube o que ele fez com a Sharon Stone em O Especialista. Então, com certeza não assistirei esse filme.
    Adorei a sua crítica.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/2019/09/resenha-fenix-ilha-livro-1.html

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  4. Oi, André!
    Eu me lembro de assistir Rambo na Sessão da Tarde, nossa, o tempo passa muito rápido, não é mesmo?
    Acho que esse não seria um filme que eu assistiria, até porque não sou muito fã de filmes ou séries violentas. E tem esse fato ainda de incentivar a xenofobia, acho que o mundo já está cheio de preconceitos por si, só sem precisar que o cinema ou a televisão incentivem isso.

    Abraços.

    Books and Movies
    www.booksandmovies.com.br/

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  5. Olá André!!!
    Olha eu não assisti nenhum filme de Rambo e bem nem curto o mesmo, vi Creed mas pra se ter ideia eu nem tinha assistido os anteriores só vi mesmo porque amigos queriam assistir e aí foi.
    Lembro de ter ouvido falar dessa continuação, mas como nem sou fã desses filmes não dei muita bola. Porém, é uma pena que mesmo com toda a carga que o filme traga ainda venha cheia de preconceitos e com problemas.
    Parabéns pela crítica!!!

    lereliterario.blogspot.com

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  6. Lembro que já assisti Rambo na Sessão da Tarde hahaha
    Mas confesso que não gosto muito desse tipo de filme, por ser violento, e acho que não assistiria esse, ainda mais por toda essa questão de xenofobia...
    Adorei a sua crítica. Parabéns!
    Beijo

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  7. Oi oi,
    adore o post. Nunca assisti nada do Rambo (nem o antigo, muito menos o novo). Cara, eu não assisti nem Os Mercenários, imagina esse filme. Não gosto de filmes com violência, mas vou anotar a dica e dar para o meu pai, que adora filmes do gênero.

    Beijoss, Enjoy Books

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Oi Perdido,
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