Crítica | Aladdin (2019)

31 de mai de 2019

Oi Perdidos,

A versão live action de Aladdin da Disney foi dirigida por Guy Ritchie (de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Rei Arthur: A Lenda da Espada). Nenhum de seus filmes indicavam que ele seria a melhor escolha para trazer à vida o famoso street rat.

Fiquei um pouco apreensivo com a escolha do diretor e as imagens do Will Smith como gênio que circularam pela internet não ajudaram a mudar esse sentimento. Por que Robin Williams que dublou o gênio no desenho tinha que morrer??? Por isso, fui assistir ao filme sem muita expectativa, mas torcendo para que fosse bom. Não sei se falei, mas Aladdin e O Rei Leão são meus desenhos favoritos.

Disney
Título: Aladdin
Título Original: Aladdin
País: EUA
Ano: 2019
Diretor: Guy Ritchie
Atores: Nami Scott, Mena Massoud, Marwan Kenzari e Will Smith
Gênero: Disney, Aventura, Romance, Live Action, Fantasia, Musical
Produção: Disney
Trailer
Classificação:

Se você viu o desenho de 1992, já conhece a história... Aladdin é um ladrãozinho que vive nas ruas de Agrabah. Ele e seu macaco de estimação Abu ajudam uma linda jovem a salvar seu bracelete de ouro, sem saber que ela é na verdade a princesa Jasmine. Aladdin vai até o palácio atrás da garota, mas é capturado pelos soldados de Jafar. Aladdin recebe a proposta de pegar uma lâmpada mágica na Caverna dos Desejos em troca de liberdade e fortuna. Nessa lâmpada há um gênio capaz de conceder 3 desejos ao seu mestre.


O filme é bem fiel ao desenho da Disney. Uma das principais mudanças é que a princesa Jasmine tem mais força. Ela deseja se torna sultana de Agrabah, mas precisa lutar contra uma tradição arcaica onde as mulheres não podem ter opinião, nem personalidade. É bom lembrar que Aladdin é uma das poucas histórias da Disney em que o foco não é a princesa. Essa alteração aproximou a personagem mais dos dias atuais, quando o empoderamento feminino é uma realidade.


O elenco é bem diverso. A britânica Nami Scott, de Perdido em Marte, está muito bem como Jasmine. Chegaram a pensar em Dev Patel, de Lion: Uma Jornada para Casa, para interpretar Aladdin, mas o papel ficou com o canadense Mena Massoud, da série Jack Ryan. Ele é fraco, mas não chega a comprometer. Quem realmente não combina com o personagem é o ator holandês Marwan Kenzari (de A Múmia) que interpreta o terrível Jafar. Não que a atuação dele seja ruim, é que a voz e o porte físico não combinam com o Jafar do desenho. Pena que Patrick Steward (de Logan) se recusou a interpretar o personagem. Ficaria perfeito! Em contrapartida, Will Smith (de Homens de Preto) dá um show como o gênio. Acho que Robin Williams seria ainda melhor, mas não vejo ninguém, além de Will Smith, capaz de tamanha façanha. Ele é a alma deste filme!

As músicas são as mesmas do desenho, há apenas uma música nova para Jasmine que foi escrita pelos mesmos compositores de La La Land e O Rei do Show. Já vejo uma indicação ao Oscar para Speechless. Me emocionei com os números musicais de Friend Like Me e Prince Ali. Possuem a mesma magia do desenho.


Os efeitos especiais são legais, só achei estranho a "fumacinha" do gênio em alguns momentos. Outro ponto positivo é que conseguiram criar uma Agrabah bem convincente, principalmente quando vista de longe. Os figurinos também merecem um destaque.

Gostei muito do filme. Tirei uma folha da classificação só porque achei que o filme poderia ser um pouco mais solto. Parece que o diretor Guy Ritchie se conteve um pouco ou essa não era realmente a sua praia. Um diretor mais familiar com filmes de Bollywood teria se saído melhor. Mesmo assim... Salam and Good Evening!!

Com amor, André

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