Resenha | Todo Dia

1 de jan. de 2019

Oi Perdidos,

Achi que David Levithan é o autor internacional de livros LGBTQ+ mais conhecido pelos leitores. Ele já escreveu inúmeros trabalhos, como Garoto Encontra Garoto, Dois Garotos de Beijando e Will e Will. Hoje, trago a resenha de Todo Dia, livro que o autor lançou em 2013 e que foi adaptado para os cinemas pela Metro Godwyn Mayer.

Título: Todo Dia
Série: Todo Dia #1
Autor: David Levithan
Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gênero: Romance, Drama, YA, LGBTQ+
Páginas: 280
Ano: 2013
Classificação:

Desde criança, “A” acorda todos os dias em um corpo diferente, independente de gênero, cor, ou estado de saúde. Era muito difícil para ele entender o conceito de “amanhã”, porque quando acordava no dia seguinte ninguém que ele conhecia estava lá. Um novo corpo. Um novo lugar. Uma nova vida.

O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.

Por isso ele aprendeu a viver um dia de cada vez, sem interferir na vida daqueles que está sendo por apenas um dia. Ele aprendeu a acessar o corpo e a mente para verificar as informações básicas que identificam aquela pessoa, porque, se você pensar bem, qualquer passo em falso pode destruir uma vida inteira.

Tudo ia bem até ele acordar no corpo de Justin e conhecer sua namorada, Rhiannon. “A” sente como se o universo e o próprio tempo tivessem construído esse encontro há muito tempo atrás. Mas como ele pode vivenciar algo tão grandioso se não vai estar ali no dia seguinte?

O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si.

Pra complicar, Nathan Daldry que teve um dia de sua vida roubado por “A” começa a ter fleches de memória desse dia e diz que foi possuído pelo demônio, atraindo uma legião de fanáticos religiosos.

David Levithan criou uma história fantástica conde consegue discutir a questão do gênero fluido através da fantasia. Enquanto o homossexual se sente atraído por pessoas do mesmo sexo e o transexual experimenta um desconforto com o próprio corpo, o gênero fluido tem outro tipo de problema com sua identidade de gênero.

Havia dias em que me sentia como uma garota e dias em que me sentia como um garoto, e esses dias nem sempre correspondiam ao corpo no qual eu estava.

“A” se considera um andarilho, estando cada dia em um lugar diferente. Nessa jornada, “A” aprende muito com cada corpo e a gente aprende junto. Já passou um dia como drogado, suicida, gay, empregada ilegal, alcoólatra, trans... É muito intrigante estar na cabeça dessas pessoas, mesmo que o autor não aprofunde muito todos os temas.

David Levithan entrega uma obra cheia de sensibilidade. Todo Dia é uma história de amor genuíno. Vale muito a leitura!

Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos.

Confira o trailer dessa história totalmente original:


Com amor, André

Resenha publicada originalmente no blog Clube do Farol

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