Resenha | 12 Horas de Terror - Projeto Vagalume #3

24 de nov de 2018

Oi Perdidos,

O livro escolhido neste mês para o Projeto Vagalume foi 12 Horas de Terror, de Marcos Rey. O autor escreveu vários títulos para essa deliciosa série de livros para jovens leitores, como O Mistério das Cinco Estrelas, O Rapto do Garoto de Ouro e Um Cadáver Ouve Rádio.

Título: Doze Horas de Terror
Série: Vagalume
Autor: Marcos Rey
Editora: Ática
Gênero: Aventura, Suspense, Infanto Juvenil
Páginas: 128
Ano: 1993
Onde comprar: Amazon
Classificação:

Júlio fora morar com Miguel, irmão mais velho, em São Paulo, apesar deles não se darem muito bem. Certo dia, ao chegar em casa, Júlio encontra o apartamento arrombado com tudo revirado. Os ladrões deviam estar à procura de algo porque nada de valor foi levado. No meio de toda aquela confusão, ele acaba atendendo o telefone.

Uma voz feminina e desconhecida informa que Júlio tem que deixar o apartamento imediatamente e pede para que eles se encontrem na estação do Metrô da República. Júlio decide que somente indo até o metrô conseguirá as respostas para o que está acontecendo. A partir daí Júlio e Ruth, a namorada de Miguel, vivem doze horas de terror procurando por Miguel que se envolveu com o tráfico de drogas.

Quanto tempo pode durar um pesadelo? Muito mais do que você pensa. E ele ainda pode ser mais terrível, se está acontecendo de verdade.

A partir dessa sinopse simples, Marcos Rey constrói uma emocionante perseguição. Enquanto Júlio e Ruth tentam encontrar Miguel, os traficantes estão atrás deles com o intuito de localizar o comparsa foragido. Durante a jornada, os dois vão deixando um rastro de sangue pelo caminho.

Não cheguei a ler 12 Horas de Terror quando adolescente mas li outras obras do autor. Marcos Rey costuma escrever para os jovens, mas seus livros podem ser lidos por qualquer um que curte uma boa aventura juvenil. Sua narrativa é ágil e envolvente. Uma ótima pedida para quem é um Garoto Perdido, não é mesmo?

O título dos capítulos indica o passar do tempo. As 12 horas passam rápido e as 128 páginas voam durante a leitura. Fiquei impressionado com o final que o autor deu aos personagens. Não vou entrar em detalhes para não dar spoilers.

Cuidado, qualquer cochilo pode ser fatal.



Marcos Rey



Autor de uma vasta produção de obras literárias e audiovisuais; assumiu o ofício de escrever o tempo todo, e viveu de seus textos e criações. Destacou-se pela qualidade de seus contos e romances – literatura de realismo urbano – captando e recriando a atmosfera da grande cidade e de seus personagens; e a aristocracia, a classe média e a vida noturna. Marcos Rey escrevia como se estivesse filmando o cotidiano e a realidade da metrópole paulistana. Nasceu em São Paulo em 1925, e desde a infância era um inveterado leitor; publicou seu primeiro conto aos 16 anos no jornal Folha da Manhã, já usando o pseudônimo Marcos Rey (Edmundo Donato é seu nome verdadeiro). Seu primeiro romance publicado foi Um Gato no Triângulo, em 1953. Habilidoso e versátil, Rey foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, em forma de telenovela e O Sítio do Picapau Amarelo. É autor de uma deliciosa coleção de romances de aventura e mistério para jovens leitores. Livros escritos anualmente a partir da década de 1980.

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