Crítica | Desejo de Matar (2018)

11 de mai de 2018
Bruce Willis

Oi Perdidos,

A gente percebe que está vivendo em uma sociedade sem segurança quando as notícias de assaltos e assassinatos abarrotam os meios de comunicação. Em Vila Velha, cidade daqui do Espírito Santo, um morador de rua atirou um vergalhão num carro parado no sinal, matando a mulher que tinha acabado de pegar o filho na escola. O sentimento de insegurança e impunidade pode levar uma pessoa a querer fazer justiça com as próprias mãos. Essa é a premissa do filme Desejo de Matar que estreou esta semana nos cinemas.

Bruce Willis
Título: Desejo de Matar
Título Original: Death Wish
País: EUA
Ano: 2018
Diretor: Eli Roth
Atores: Bruce Willis, Elisabeth Shue, Camila Morrone, Dean Norris, Kimberly Elise e Vincent D'Onofrio
Gênero: Ação
Classificação:


Bruce Willis é um pacato cirurgião que tem sua vida arruinada no dia de seu aniversário. Ele está no hospital quando sua esposa (Elisabeth Shue, de Uma Noite de Aventuras) e sua filha (Camila Morrone, atriz e modelo argentina) são brutalmente atacadas em sua própria casa. A esposa acaba morrendo e a vida de sua filha está por um fio. Ele conta com a investigação da polícia, mas os detetives Kevin Raines (Dean Norris, de Breaking Bad) e Leonore Jackson (Kimberly Elise) não têm muito o que fazer.

- Então não há nada que eu possa fazer? É isso que você está dizendo?
- Você pode ter fé.

As mortes dos criminosos de Chicago chamam a atenção da mídia. Programas de rádio começam a discutir se o justiceiro é um anjo da guarda ou é tão criminoso quanto suas vítimas. O debate é interessante e atual devido à violência que presenciamos no nosso dia a dia, mas vale lembrar que Desejo de Matar é a refilmagem de um filme de 1974.

Charles Bronson
Charles Bronson é Paul Kersey em Desejo de Matar 3
Bruce Willis substitui Charles Bronson no papel de Paul Kersey. A série Desejo de Matar (1974, 1982, 1985, 1987, 1994) foi o maior sucesso comercial de Charles Bronson (do clássico Sete Homens e Um Destino) que morreu em 2003 devido ao Alzheimer.

Uma curiosidade é que tanto o original quanto a refilmagem são baseados no livro homônimo de Brian Garfield, publicado em 1972 e ainda inédito no Brasil.

Achei que o filme seria mais violento por causa da direção de Eli Roth, de Bata Antes de Entrar e O Albergue, e da classificação indicativa ser de 18 anos, mas há apenas uma cena de tortura mais violenta. Acredito que a questão moral de se fazer justiça com as próprias mãos foi o que elevou a classificação. Mesmo assim, ainda há muito tiroteio e sangue.

Um filme mediando que tem um toque de nostalgia. Indicado somente para os fãs do gênero.

Com amor, André

A primeira foto dessa crítica foi publicada
no Instagram @cinemagicnortesul

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