Crítica | Uma Dobra no Tempo

31 de mar de 2018

Oi Perdidos,

Uma das estreias da semana é a fantasia infanto-juvenil Uma Dobra no Tempo. O filme da Disney é a adaptação de um clássico da literatura publicado pela primeira vez em 1963 por Madeleine L’Engle.

Título: Uma Dobra no Tempo
Título Original: A Wrinkle in Time 
País: EUA
Ano: 2018
Diretora: Ava DuVernay
Atores: Storm Reid, Chris Pine, Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Mindy Kaling, Deric McCabe e Levi Miller
Gênero: Fantasia
Produção: Disney
Classificação:

Meg Murry (Storm Reid) é uma jovem traumatizada pelo desaparecimento de seu pai (Chris Pine), um cientista que quer provar que é possível viajar através do tempo e do espaço usando apenas a mente. Quatro anos depois de seu desaparecimento, três criaturas mágicas aparecem para ajudar Meg, seu irmão Charles e o amigo Calvin a encontrar o pai dela que está preso em um mundo onde o mal, chamado de Aquilo (The It), domina.

Reese Witherspoon, Mindy Kaling e Oprah Winfrey
O elenco do filme é memorável. As três criaturas mágicas - Sra. Qual, Sra. Quequeé e Sra. Quem (péssimos nomes) - são interpretadas por ninguém menos do que as mulheres mais poderosas da TV americana: Oprah Winfrey (apresentadora do The Oprah Winfrey Show), Reese Witherspoon (atriz e produtora da série Big Little Lies) e Mindy Kaling (comediante que escreveu e atuou na série The Office). Storm Reid interpreta bem a menina traumatizada que sofre bullying das colegas de escola. Deric McCabe, que interpreta o irmão caçula de Meg, não consegue segurar o papel após uma das reviravoltas do roteiro. Levi Miller, que interpretou o Peter Pan de 2015, continua fofo, mas a única motivação de seu personagem é elevar a autoestima de Meg. Elogiando sempre o cabelo dela.

Levi Miller e Storm Reid
A diretora Ava DuVernay, de Selma (filme de 2014), aproveita a onda do politicamente correto e preenche o filme com diversas questões raciais e reforça o empoderamento feminino. Não sei se essas questões também estão presentes no livro, mas acho importante que garotas negras de cabelo encaracolado possam se ver nas telas como a heroína de uma aventura e não como uma de suas amigas, alívio cômico ou, pior, empregada da família.

O maior problema do filme está nas maquiagens e nos figurinos que tentam criar personagens místicos, mas que só conseguem deixar grandes atrizes passando vergonha nas telas. O roteiro também peca muito. Claro que estamos falando de um filme da Disney, onde a mensagem de que o bem vence o mal e a luz sobressai à escuridão é importante, assim como a valorização da família e da amizade, mas o roteiro é preguiçoso e tudo acaba soando muito piegas e forçado.

Pena que uma história premiada que serviu de inspiração para tantas outras obras de ficção científica e de fantasia tenha sido tão mal aproveitada.

Beijos, André

Um comentário:

  1. Poxa André, se vc sentiu isto ao ver o filme ele deve ter ficado ruim mesmo... mas gostaria de ler o livro, ele é sempre melhor. Bjs

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Oie,
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