Crítica | Blade Runner 2049

7 de out de 2017
Denis Villeneuve

Oi Perdidos,

Blade Runne: O Caçador de Androides, filme noir dirigido por Ridley Scott, não fez muito sucesso quando foi lançado nos cinemas em 1982. Só mais tarde, com o lançamento em vídeo, que o filme passou a ser cultuado pelos fãs de ficção científica.

Trinta e cinco anos depois, Ridley Scott volta ao universo de Blade Runner apenas como produtor executivo, deixando a direção de Blade Runner 2049 para o canadense Denis Villeneuve.

Será que Villeneuve consiguirá fazer jus ao clássico de Ridley Scott?

Título: Blade Runner 2049
País: EUA
Ano: 2017
Diretor: Denis Villeneuve
Atores: Ryan Gosling (La La Land), Ana de Armas (Bata Antes de Entrar), Jered Leto (Clube de Compras Dallas), Robin Wright (House of Cards) e Harrison Ford (série Guerra nas Estrelas)
Gênero: Ficção, Suspense
Produção: Sony Pictures
Classificação:


Ridley Scott
Blade Runner, dirigido por Ridley Scott em 1982
Se você ainda não assistiu Blade Runner: O Caçador de Androides, deve pelo menos ter ouvido falar do filme que se passa no início do século XXI, onde robôs tão inteligentes quanto o ser humano provocam um motim em uma colônia fora da Terra. Os replicantes, como são conhecidos, passam a serem perseguidos por um esquadrão de elite chamado Blade Runner. Quando cinco replicantes chegam à Terra, Harrison Ford é chamado para exterminá-los. Antes que eu esqueça, o filme é uma adaptação do livro de Philip K. Dick, chamado Androides Sonham com Ovelhas Elétricas.

Aconselho ver Blade Runner: O Caçador de Androides antes. Além de ver um ótimo filme, você entenderá melhor os acontecimentos da sequência desse clássico. Se puder, opte pela Versão do Diretor.

Ryan Gosling

Estamos em Califórnia, no ano de 1949, e uma nova espécie de replicantes é desenvolvida para ser mais obediente aos seres humanos evitando novas rebeliões. K (Ryan Gosling) é um desses replicantes que caça os antigos replicantes que estão foragidos. Durante essa perseguição, descobre que a replicante Rachel (Sean Young), do filme anterior, teve um filho mantido em segredo até o momento. Essa criança pode mudar completamente a guerra entre replicantes e humanos. Com medo do futuro, a Tenente Joshi (Robin Wright) manda K encontrar e eliminar a criança.

Tenente Joshi: The world is built in a wall that separates kind. Tell either side there’s no wall… You bought a war. (O mundo é construído em uma parede que separa as espécies. Diga a cada lado que não há parede ... Você conseguiu uma guerra)

Todo cinéfilo fica desconfiado quando vai se mexer com um clássico do cinema, porém, a Sony tomou todos os cuidados possíveis. Reuniu Hampton Fancher, roteirista do primeiro filme, com Michel Green, do ótimo Logan (2017), e deixou a direção nas mãos do visionário Dennis Villeneuve que já nos apresentou filmes, como A Chegada (2016), Sicario (2015) e Os Suspeitos (2013).

Outro cuidado que tiveram foi com a escalação do elenco. Além de conseguirem trazer Harrison Ford de volta para o papel de Rick Deckard, o elenco conta com os nomes de Ryan Gosling e Jered Leto. Ryan que é um ator de pouca expressão funciona perfeitamente no papel de um replicante que começa a desconfiar sobre o seu papel em toda essa guerra. Jared Leto, apesar de aparecer pouco, consegue provar que é um bom ator e que o Coringa de Esquadrão Suicida (2016) foi realmente um erro. Mas, a melhor interpretação é a de Ana de Armas que faz Joi, a esposa virtual de K. A gente se emociona com ela, mesmo sabendo que tudo não passa de uma programação. Será?

Ryan Gosling e Ana de Armas

A climatização do filme é ótima e os efeitos são eficientes. A capital de Los Angeles é uma cidade sombria, superpopulosa e invadida pela cultura oriental. Há sempre um letreiro digital pelas ruas, o que lembra muito Nova York, a cidade luz. O ponto alto do filme, na minha opinião, é a trilha sonora de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch. Excepcional!

Só achei o filme longo, são 2h43min, com o ritmo se arrastando um pouco no meio, mas a história prende bastante a atenção e tem bons momentos como quando Joi se oferece pra fazer amor com K ou quando K e Rick brigam em um cassino com Elvis se apresentando no palco.

Temos um filme inteligente onde se discute mais uma vez o que é estar vivo e ser livre, assim como foi feito no primeiro filme, mas de uma forma completamente diferente. Villeneuve fez jus ao legado de Blade Runner e conseguiu imprimir a sua identidade ao projeto. Será que teremos uma continuação? O filme deixa essa possibilidade.

Indicado pra quem curte uma ficção científica que discute questões morais e filosóficas.

Beijos,

Pense em uma coisa boa
e num instante você voa.
Pense em uma coisa linda
se você não voa ainda.

Um comentário:

  1. André
    Eu sou da geração do primeiro filme e gostei bastante dele. Pensei que este fosse uma refilmagem mas entendi que é uma continuação do primeiro, é isso mesmo? quero ver o fime no cinema.
    abraços
    Gisela
    www.lerparadivertir.com.br

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