Resenha | Alice Black: Princesinha do Inferno

31 de out de 2017

Oi Perdidos,

Minha amiga Adriana, do blog Meu Passatempo blábláblá..., sempre falou do livro Alice Black: Princesinha do Inferno e fiquei intrigado com a história de uma menina que tem a alma vendida ao demônio pela própria irmã para ter sucesso no mundo da música.

Uma ótima leitura para o mês de outubro, quando se comemora o Dia das Bruxas.

Título: Alice Black: Princesinha do Inferno
Autores: Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves
Editora: Autografia
Gênero: Aventura, Romance, Fantasia
Páginas: 320
Ano: 2015
Classificação:


Alice sempre foi submissa à irmã mais velha. Melissa é vocalista e guitarrista da Mell’s Angels, uma banda de Rock iniciante. Alice trabalha como roadie para a banda e sempre foi humilhada por todos os integrantes, inclusive sua irmã. Eles costumam chamá-la de “desplugada”.

A Mell’ Angels só tocou em buracos do interior, mas, de repente, vai abrir o show da banda Metalldeth, no lendário Golden Pot. Alice ainda não sabe, mas tudo isso está acontecendo porque sua irmã fez um pacto com o diabo em troca de sucesso.

Enganada, a alma de Alice é dada como pagamento e ao chegar ao Inferno é recebida por James, filho único do Rei das Trevas.

Pense em qualquer estrela do rock de quem já tenha ouvido falar. Há eras, elas vêm até mim. [...] Todas param aí, onde você está para me ouvir. Diante de todas elas, estive inabalável. Informei a cada uma sobre seu destino com igual frieza, esquecendo-os tão logo sumiram de minhas vistas. Mas, agora, com você...

James a deixa ficar em Hotfield, a melhor parte do Inferno. Um platô criado por ele para ser seu parque de diversões particular.

Querendo reencontrar sua irmã e tentar entender o que aconteceu, Alice parte em uma jornada tão louca quanto Alice no País das Maravilhas. Repare que o nome das protagonistas é o mesmo. Ela explora um mundo construído a partir de letras de música, capas de discos, e personagens reais do universo do Rock and Roll. Como não curto muito esse gênero musical, devo ter perdido várias referências, mas consegui captar algumas mais obvias.

...mas eu sinto que envelhecemos... e a música que temos que cantar ecoa distante... como o som... de um moinho de vento rodando... Acho que sempre seremos soldados da sorte... 

É uma história de superação e descobertas, porém os personagens que Alice conhece durante a sua jornada não são memoráveis, com exceção de Às de Espadas. A história de amor entre ela e o Príncipe das Trevas é rápida e não impacta o leitor, deixando a leitura morna. Não é um romance, nem um terror leve. O livro não é ruim, mas a ideia é tão boa que poderia ter sido melhor aproveitada.

Os autores são casados , graduados em música, pós graduados em Artes Visuais e professores de Arte. Ele é Designer, Artista Plástico e Músico e ela, Flautista. Este é o primeiro livro escrito por eles. O segundo foi lançado durante a Bienal deste ano: A Vida é uma Tarde de Chuvas.


Beijos

Pense em uma coisa boa
e num instante você voa.
 Pense em uma coisa linda
se você não voa ainda.

3 comentários:

  1. Oi André, gostei da sinceridade na resenha. Bjs

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  2. Oi André, gostei da sinceridade na resenha. Bjs

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  3. Olá perdido!! Eu quero ler só pra ver quantas referências consigo identificar de bate pronto afinal o bom e velho heavy metal toca em minhas veias desde os 16 anos. for those about to rock, we salute you! = ) . Elisabete Blog Pretenses

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