Crítica | Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

13 de ago de 2017

Oi Perdidos,

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas está sendo vendido como a adaptação de uma clássica História em Quadrinhos que marcou toda uma geração. Não sou especialista em HQs, mas nunca tinha ouvido falar de Valerian antes do lançamento dessa adaptação cinematográfica dirigida pelo francês Luc Besson que já nos presenteou com filmes como o excelente O Profissional (1995), O Quinto Elemento (1997) e Lucy (2014).

Título: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas
Título Original: Valerian and the City of a Thousand Planets
País: FRA
Ano: 2017
Diretor: Luc Besson
Atores: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rhianna e Ethan Hawke
Gênero: Aventura, Ficção
Distribuidor: Diamond Films
Classificação:


O filme começa com a música Space Oddity, de David Bowie, mostrando como foi a corrida espacial e a criação da estação espacial Alpha, onde diferentes espécies - humanos e alienígenas - vivem em paz trocando conhecimento e tecnologia.

Os Pearls são uma espécie pacífica que vivem em harmonia com o meio ambiente do paradisíaco planeta Mul. Eles vivem da pesca de pérolas que são multiplicadas pelos Conversores (pequenos animais) e devolvidas para a natureza. Em um dia como outro qualquer, vários destroços de naves começam a cair do céu levando à destruição do planeta. Antes de morrer, a princesa Liho consegue enviar sua "alma" em ondas pelo espaço e pelo tempo.

The Pearls

Podemos fazer uma analogia entre os Pearls com outras civilizações que conhecemos que, assim como eles, tiram seu sustento da natureza de forma sustentável, mas que foram terrivelmente massacrados pelos chamados civilizados. Lembrou-se de alguma? Não tem como não pensar nos Índios que viviam em paz em suas terras até a ganância do homem branco exterminar várias tribos.

A onda enviada por Liho atinge o Major Valerian (Dane DeHaan, de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro) que acredita ter tido um sonho sobre o planeta Mul. Ele e a Sargenta Laureline (Cara Delavigne, de Esquadrão Suicida) são parceiros e defendem a Terra e os planetas aliados de bandidos intergalácticos. Os dois adoram implicar um com o outro e Valerian deseja ficar com Laureline, mas ela não quer ser mais um nome em sua lista de conquistas.

Valerian e Laureline

A química entre Dane e Cara é boa, o que torna o arco romântico deles bem prazeroso de se acompanhar. Eles também se saem bem nas cenas de ação. Laureline é uma personagem forte e decidida e levanta a bandeira feminista do filme sem ser muito panfletário.

Eles partem para uma missão no planeta Kyrian, onde há um mercado virtual a céu aberto que vende de tudo. Valerian e Laureline devem encontrar um conhecido criminoso e resgatar o último Conversor existente que foi roubado por ele e retornar para Alpha. Chegando à estação, o Comandante Fillit (Clive Owen, de Filhos da Esperança) informa que há uma área contaminada que pode rapidamente se espalhar. Vários soldados foram enviados ao local para averiguar a situação, mas nenhum deles retornou vivo. Valerian e Laureline são designados para proteger o Comandante.

Laureline, Valerian e o Comandante
Laureline, Valerian, Comandante Fillit e Sargento Neza
Pesquisei na Internet e descobri que a HQ Valerian et Laureline, que inspirara o filme de Luc Besson, foi criada em 1967 (está completando 50 anos!), alguns anos antes de Star Wars. Por isso, é possível encontrarmos algumas semelhanças entre os personagens e a direção de arte dessas duas obras. Os Efeitos Especiais foram bem utilizados na criação dos mundos e dos mais de 200 alienígenas que desfilam pela tela durante as duas horas e dezoito minutos de duração do filme. Pena que o filme não foi filmado em 3D e esse efeito funciona bem apenas em pequenos momentos.

HQ
Valerian e Laureline na HQ criada por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
O roteiro, também assinado por Luc Besson, tem boas intenções. Traz alguns debates filosóficos, morais e sociais, mas não se aprofunda nos assuntos levantados. O roteiro consegue evitar ser muito episódico, mas não desenvolve bem o suspense com relação a identidade do vilão para criar uma surpresa maior quando descobrimos toda a trama.

Os filmes de ficção se subdividem entre os mais sombrios como Aliens e os mais coloridos e divertidos. Valerian se enquadra nessa segunda categoria. O filme é visualmente bem feito e indicado para os mais jovens.

Beijos

A segunda à direita e
depois sempre em frente
até o amanhecer

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