Crítica | Mulher Maravilha (2017)

5 de jun de 2017

Oi Perdidos,

Estava curioso para saber se a DC Comics conseguiu não estragar a melhor personagem de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça.

A maravilhosa Gal Gadot volta a viver a princesa Diana de Themyscira, considerada um dos maiores ícones da cultura dos quadrinhos do sexo feminino.

Título: Mulher Maravilha
Título Original: Wonder Woman
País: EUA
Ano: 2017
Diretor: Patty Jenkins
Atores: Gal Gadot, Chris Pine, David Thewlis, Danny Huston, Elena Anaya
Gênero: Aventura, Fantasia, Super-Herói
Produção: Warner
Classificação:


A Ilha Paraíso é habitada pelas amazonas da mitologia grega. A rainha Hipólita (Connie Nielsen) tem uma filha chamada Diana que deseja muito aprender a lutar como as outras amazonas, mas é proibida pela mãe protetora. Com o passar do tempo, Diana convence a tia Antiope, personagem vivida pela Robin Wright, a treiná-la escondida. Tanto a mãe como a tia esconde um grande segredo dela.

Diana de Themyscira, Hipólita, Antiope e amazona
Amazona, Diana de Themyscira, Hipólita e Antiope

Um dia, Diana avista um avião abatido caindo no mar e resolve resgatar o piloto britânico Steve Trevor (Chris Pine). Feito refém, após uma luta grandiosa, ele confessa que estava espionando os soldados alemães quando descobriu que o general Ludendorff (Danny Huston) está criando uma arma letal junto com a Dra. Maru (Elena Anaya). Ele consegue roubar as anotações da doutora e tem o avião abatido durante a fuga.

Ele também conta sobre os horrores da Primeira Grande Guerra e Diana, convencida de que a guerra é obra de Ares, decide deixar seu lar para matar o Deus Grego da Guerra e colocar um fim ao conflito.

O filme tem 3 atos bem perceptíveis, o que não chega a ser um problema. Quando a princesa Diana deixa a Ilha Paraíso e parte para uma Londres sombria é quando temos o fim do primeiro ato e o início do segundo.

Em Londres, Steve Trevor precisa entregar as anotações roubadas a seus superiores que não dão muita atenção porque um acordo de paz com os alemães está preste a ser assinado. Sem confiar muito no acordo, Steve e Diana partem para o fronte da batalha na companhia de Charlie (Ewen Bremner), Sameer (Saïd Taghmaoui) e o Cacique, interpretado por Eugene Brave Rock. Eles têm o apoio financeiro e logístico de Sir. Patrick (David Thewlis, o eterno Professor Luppin, de Harry Potter).

Sameer (Saïd Taghmaoui), Steve Trevor (Chris Pine), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Cacique (Eugene Brave Rock) e Charlie (Ewen Bremner)
Sameer (Saïd Taghmaoui), Steve Trevor (Chris Pine), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Cacique (Eugene Brave Rock) e Charlie (Ewen Bremner)

O roteiro respeita bem a origem da personagem (pouca coisa foi alterada), a mitologia grega e o próprio momento histórico da Primeira Guerra Mundial. O General Ludendorff foi inspirado em Erich Friedrich Wilhelm Ludendorff, um general alemão, com poderes praticamente ditatoriais nos últimos meses da Primeira Guerra Mundial.

A diretora Patty Jankins, de Monster - Desejo Assassino, se saiu muito bem em um projeto grandioso que deve ter sofrido muita pressão do estúdio após o fracasso dos últimos filmes baseados no Universo DC. O sucesso de Mulher Maravilha deve ajudar no lançamento de A Liga da Justiça. Percebemos a mão de Zack Snyder (300 e Batman vs. Superman: A Origem da Justiça) em diversos momentos, como nas cenas em câmera lenta características dele. Só que Jankins as usa com o propósito de mostrar as habilidades das amazonas e da própria Diana de Themyscira.
As principais habilidades da Mulher Maravilha, são: super força, super velocidade, super sentidos, super invulnerabilidade, vôo, imunidade mágica, imortalidade e sedução.

Todo o elenco está muito bem. Gostei das atrizes que interpretam as amazonas. Não são modelos desfilando pelo belo cenário, e sim atrizes que transmitem força e experiência. Quando a modelo e atriz Gal Gadot foi selecionada para o papel da Mulher Maravilha muitos reclamaram dizendo que ela era muito delicada. Ainda bem que essas pessoas estavam completamente erradas. Também gosto do trio que luta ao lado de Diana e Steve no front. Eles aparecem pouco, mas conquistam a nossa simpatia desde o primeiro momento. Só esperava mais da personagem Dra. Maru. Ela não consegue se destacar no filme.

O maior problema do filme está no excesso do terceiro e último ato. A luta final é exagerada e destoa de todo o resto do filme. Não quero falar muito para não dar spoilers, mas ela não chega a estragar esse empolgante filme.

Gostei muito do filme. Há duas cenas que são muito marcantes: a batalha das amazonas na praia e quando a Mulher Maravilha sai sozinha no meio da terra de ninguém. Demais! A DC fez um filme digno da personagem que agrada tanto quem é fã das histórias em quadrinhos quanto quem não é.

Claro que a diretora Patty Jankins e a atriz Gal Gadot já assinaram contrato para uma continuação. Agora, vamos esperar pra ver o que virá em A Liga da Justiça.

Beijos.

Pense em uma coisa boa
e num instante você voa.
 Pense em uma coisa linda
se você não voa ainda.

Um comentário:

  1. Gostei muito deste filme, na minha humilde opinião fecal, o melhor filme dá DC, nesta geração. Concordo que o final destoa com o resto do filme, mas é um típico final empolgante que falta nos filmes da Marvel.
    Estava quase desistindo dos filmes da DC, mas este filme me deu esperança de liga da justiça, mesmo que prevejo que o que salvará este filme serão a mulher maravilha e o flash.

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