Crítica | Alien: Covenant

14 de mai de 2017

Oi Perdidos,

Quando Alien - O Oitavo Passageiro estreou nos cinemas, eu tinha 7 anos, mas acabei assistindo depois, em vídeo - que saudade das locadoras de vídeo! O filme de Ridley Scott se tornou um clássico da ficção científica e gerou diversas cópias. A mais recente delas é Vida, com Jake Gyllenhaal.

Em 1986, James Cameron laçou o ótimo Aliens - O Resgate. É o melhor filme da série e transformou a personagem de Sigourney Weaver em um dos personagens ícones dos cinemas.

As outras duas sequências, Alien 3 (1992) e Alien - A Ressurreição (1997), são totalmente esquecíveis. Quando Ridley Scott disse que voltaria para a série, todo mundo ficou ansioso. O resultado foi Prometheus (2012), um prequel de Alien - O Oitavo Passageiro que deixou muitas perguntas sem respostas.

Para resolver esse problema, o diretor retorna com Alien - Covenant.

Título: Alien - Covenant
Título Original: Alien Covenant
País: EUA
Ano: 2017
Diretor: Ridley Scott
Atores: Michael Fassbender, Katherine Waterston e Billy Crudup
Gênero: Terror e Ficção Científica
Produção: Twentieth Century Fox
Classificação:


Alien - Covenant interliga os acontecimentos ocorridos em Prometheus com os de Alien - O Oitavo Passageiro.

Os tripulantes da nave Covenant estão indo em direção à Origae-6 para colonizar o planeta. Um acidente faz com que o androide Walter (Michael Fassbender) acorde a tripulação antes do tempo. O general, marido de Daniel (Katherine Waterston), morre deixando Oram (Billy Crudup) no comando.

Durante a manutenção da nave, descobrem uma mensagem que teve origem em um planeta desconhecido com condições ideais para a reprodução da vida humana. Oram, contrariando algumas opiniões, decide ir até o planeta para verificar a fonte da mensagem e conferir a possibilidade de colonização. Afinal, o planeta é mais próximo do que Origae-6.

Eles pensam que o planeta é um paraíso inexplorado, mas é, na realidade, uma terra sombria que guarda terríveis segredos e um sobrevivente da USS Prometheus.


Apesar de Prometheus ter sido regular, estava com boas expectativas para Covenant. Infelizmente, o resultado foi bem pior do que esperava. Parecia estar vendo um filme de Terror B, onde os personagens existem apenas para ser mais uma vítima do monstro. Sabem que não podem se separar, mas, mesmo assim, seguem por caminhos escuros e desertos para serem mortos logo em seguida.

O filme praticamente não tem roteiro. É uma sucessão de mortes ridículas que geram gargalhadas da plateia. Aplaudia a cada morte para em seguida fazer o sinal de "check". Há uma tentativa de explicar como os aliens surgiram, mas depois dos 5 filmes da série, ninguém se importa com as questões filosóficas levantadas.

Tirando os personagens de Fassbender que possuem uma certa profundidade, os outros atores não tem com o que trabalhar. Os personagens são tão superficiais que dão vergonha. Katherine Waterston, de Animais Fantásticos e Onde Habitam, só sabe fazer cara de choro e não chega nem perto da força de Ellen Ripley, personagem de Sigourney Weaver.

Ripley, personagem de Sigourney Weaver em Alien 3
Nos filmes desse gênero, espera-se que pelo menos os efeitos visuais e especiais sejam de qualidade, mas não chegam a trazer nada de novo. O Chroma Key é visível em algumas cenas impedindo que o espectador se sinta tenso com o suspense.

Se você gosta de filmes de ficção e terror sobre aliens, não deixe de ver Vida. Uma prova de que a cópia pode ser bem melhor do que o original.

 

Beijos.

Pense em uma coisa boa
e num instante você voa.
 Pense em uma coisa linda
se você não voa ainda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário