Resenha | Esperando por Doggo

14 de jan de 2017


Esperando por Doggo, de Mark B. Mills, tem o subtítulo "Um homem. Um cachorro. Um grande Amor".

Amo livros e filmes sobre animais e sempre me emociono no final. Lembro do Luke, um poodle tamanho normal que quando pequeno era da cor caramelo. Ele recebeu esse nome em homenagem ao Luke Skywalker e foi meu companheiro até o final.

Mas, voltando ao Doggo. Espero uma linda história de amor e amizade entre um humano e seu amigo canino.

Título: Esperando por Doggo (Waiting For Doggo)
Autor: Mark B. Mills
Tradutora: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito
Gênero: Cachorro, Amizade, Romance
Páginas: 224
Ano: 2015
Classificação:


O livro começa com Daniel lendo uma carta que Clara, sua namorada, deixou pra ele. Quero dizer, ex-namorada. Ela resolve acabar com o relacionamento deles e deixa apenas uma carta explicando tudo.

Ele fica também com Doggo, um cachorrinho feio que Clara adotou no abrigo "Lar Battersea para Cães e Gatos", há apenas três semanas. Ela queria um cachorro e simplesmente apareceu em casa com ele sem nem avisar. Doggo não é seu nome verdadeiro. Eles decidiram chamar ele assim até encontrarem um nome mais adequado.

Ele é minúsculo, branco e quase careca. Digo quase porque há tufos de pelo aqui e ali, em caminhos de rato, como as moitas que um jardineiro preguiçoso não cortou.

Dan resolve devolver Doggo para o abrigo, mas quando a atendente do Lar para animais diz que só recebe Doggo se Dan castrar o bichinho. Seria o fim das bolas dele... para sempre. Ele fica indignado e sai levando Doggo consigo.

Daniel é um redator publicitário e tem como parceiro "O Gordo do Trev". Em Agências de Publicidade o redator e o diretor de arte trabalham sempre juntos. São uma dupla. Dan e Trev formavam uma boa dupla, até Trev ter um colapso nervoso e deixar Dan sozinho e sem emprego.

A chance de um novo emprego aparece quando Dan é convidado para uma entrevista na Indology. Tudo vai bem na entrevista e ele acaba sendo contratado. A única imposição feita foi poder levar Doggo junto para o trabalho.

Na Indology, nem todos vão com a cara de Doggo, mas aos poucos o cachorrinho vai conquistando a equipe. Dan trabalha com Edith, uma menina nova mas com potencial. O dono da agência quer investir nela e acredita que ela vai "acontecer" se trabalhar com alguém mais experiente.

A partir daí acompanhamos o dia a dia de uma Agência de Publicidade tendo Doggo como personagem secundário. Sou formado em Publicidade e já trabalhei em uma Agência, por isso me senti em casa com os acontecimentos narrados, mas aquilo que foi prometido pelo subtítulo do livro fez falta. A amizade entre Doggo e seu dono é muito singela.

Há romance, intrigas, dramas e a narrativa em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Daniel, flui muito bem. Só mais para o final do livro é que o foco volta a ser o Doggo e o título passa a fazer sentido.

Fiquei na dúvida entre dar 2 ou 3 folhas de classificação, mas acabei optando por 3 folhas. Esperando por Doggo não é um livro ruim. Recomendo para quem tem interesse nas áreas de Comunicação Social e Publicidade.
Cante como se ninguém estivesse ouvindo, ame como se nunca tivesse sido magoado, dance como se ninguém estivesse olhando, e viva como se o céu fosse na terra. (Mark Twain)


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