O Vendedor de Sonhos [Crítica]

13 de dez de 2016

Perdidos, hoje é dia de viajarmos pelo mundo cinematográfico.

O Vendedor de Sonhos, filme nacional dirigido por Jaime Monjardim, é baseado na cultuada obra do escritor e psicoterapeuta Augusto Cury. Tenho que confessar que ainda não li o livro, mas fui ao cinema esperando assistir um filme bem otimista cheio de lições de vida. Porém, será que o diretor conseguiu transpor o livro homônimo de autoajuda para as telas do cinema de forma que prenda o espectador durante a duração de 1h40min?

Título: O Vendedor dos Sonhos
País: BRA
Ano: 2016
Diretor: Jaime Monjardim
Atores: Dan Stulbach, César Troncoso e Thiago Mendonça
Gênero: Drama, Autoajuda
Distribuição: Warner
Classificação:


Júlio César (Dan Stulbach), um renomado psicólogo, tenta o suicídio, mas é impedido de se jogar do vigésimo primeiro andar de um prédio por um mendigo (César Troncoso) que passa a ser reconhecido pela mídia como O Vendedor de Sonhos. Uma estranha amizade surge entre esses dois personagens e com o passar do longa, vamos descobrindo a verdadeira identidade desse mendigo e como ele chegou a essa situação.

As primeiras cenas do filmes demonstram que a qualidade técnica é de primeira, com ótima fotografia e direção de arte. O elenco é recheado de estrelas. Temos a presença de Dan Stulbach, ator conhecido nacionalmente por diversas novelas e séries da Rede Globo e o ator uruguaio César Troncoso, de O Banheiro do Papa, mas que também já trabalhou no Brasil em outras produções, como O Tempo e O Vento, Faroeste Caboclo e a série Supermax. Thiago Mendonça, que interpretou Renato Russo em Somos tão Jovens, não tem um papel grande mas consegue se destacar ao interpretar um mendigo engraçado e sofrido ao mesmo tempo.

Jaime Monjardim conseguiu criar uma história linear para incluir as lições de vida sem fazer com que o filme parecesse uma série de esquetes, mas não conseguiu fugir dos clichês. As mensagens que o filme procura passar são bonitas, mas simples e batidas demais.

O segredo do sucesso é conquistar aquilo que a gente não pode comprar

Algumas situações também são forçadas e perdem a credibilidade. Não sei se o problema está no roteiro adaptado ou no próprio texto de Augusto Cury.

Mais uma tentativa do cinema nacional fazer um drama do mesmo nível de Central do Brasil. Lembro-me de sair do cinema aos prantos após assistir o filme de Walter Salles. Se ainda não viu, vale muito a pena! Esta ai um exemplo de como passar uma linda mensagem de vida sem ser panfletário.

Beijos

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