Sete Homens e um Destino (2016) [Crítica]

2 de out de 2016

Título: Sete Homens e um Destino (2016)
Título Original: The Magnificent Seven
País: EUA
Ano: 2016
Diretor: Antoine Fuqua
Atores: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vicent D’Onofrio e Peter Sarsgaard
Gênero: Aventura e Western
Produção: Columbia Pictures
Classificação: 4 Estrelas (Gostei Muito)

Sete Homens e um Destino é a refilmagem de um clássico dos anos 60, com o mesmo nome e dirigido por John Sturges. O elenco era composto por Yul Brynner, Steve McQueen e Charles Bronson. Toda vez que um clássico é refilmado a expectativa é enorme, afinal, estamos falando de um clássico. Normalmente, a nova versão decepciona, mas esta é uma das exceções que servem para confirmar a regra.

Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard) é um ganancioso homem de negócios que não se importa em matar para conseguir o que quer. Ele quer comprar todas as terras da pequena Rose Creek sem pagar o devido valor. Aqueles que são contra acabam sendo mortos. É o que acontece com o marido da Emma Cullen, interpretado por Matt Bonner (de The Normal Heart, Magic Mike e White Collar), numa pequena participação.

Emma (Haley Bennett) procura por Sam Chisolm (Denzel Washingtos, ator que dispensa apresentações) para contratá-lo. Ela deseja fazer justiça pelo marido e impedir que Bogue os expulse de suas terras.
“I seek righteousness. But I’ll take revenge”
(Eu busco justiça. Mas aceitarei vingança)
Chilsolm sabe que Bogue é um homem poderoso e muito perigoso, por isso contrata mais seis homens para seguir com o seu plano. Sete mercenários reunidos para a aventura de suas vidas.

O primeiro a se juntar à causa é Josh Faraday. Um jogador que gosta de brincar com suas cartas. O papel do atrevido Faraday caiu como uma luva para o carismático ator Chris Pratt (de Jurassic World e Guardiões da Galáxia). Os próximos são Boa Noite Robicheaux (Ethan Hawke, de Sociedade dos Poetas Mortos e Dia de Treinamento) e seu companheiro Billy Rocks (Byung-hun Lee), um excelente atirador de facas. O quinto homem do grupo é o mexicano Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo), um bandido procurado. Os dois últimos a participarem do bando é Jack Horne (Vincent D'Onofrio, da série O Demolidor e Jurassic World) e o indígena Red Harvest (Martin Sensmeier).



O grupo viaja até Rose Creek para confrontar Bogue. Como ele está em Sacramento, o bando tem uma semana para treinar os moradores locais para participarem da lutar e defenderem suas casas e suas terras. Billy ensina os moradores a usarem as facas enquanto Faraday e Boa Noite os ensinam a atirar. Eles se preparam para a chegada de Bogue. Sabem que ele vai chegar com seus homens armados e implantam algumas armadilhas por toda a cidade.

O filme tem uma ótima ambientação e fotografia nos transportando para o mundo dos melhores faroestes. O diretor Antoine Fuqua (de Dia de Treinamento e Nocaute) procurou não modernizar o gênero, o que é uma bela decisão. Pena que há pouco sangue nas telas, apesar de haver muita violência. A Trilha Sonora composta pelo ótimo James Horner, falecido no ano passado, dá o tom do filme. Tudo se completa perfeitamente.

O roteiro segue a mesma premissa de Os Sete Samurais, talvez, por isso, o nome de Akira Kurosawa apareça nos créditos como roteirista.

O filme tem vários momentos engraçados, com ótimas tiradas que não ficam deslocadas no roteiro graças ao excelente elenco.

A batalha final é muito bem dirigida, com muita tensão. Tudo pode acontecer e a gente torce para que tudo termine bem. Não se preocupe porque, como diz o personagem de Denzel Washington:
What we lost in the fire, we found in the ashes.
(O que perdemos no fogo, achamos nas cinzas)
Vale a ida ao cinema, mesmo que você não seja muito fã de faroestes, como eu.
Não deixem de ver The Magnificent Seven.

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