Star Trek: Sem Fronteiras [Crítica]

11 de set de 2016

Título: Star Trek: Sem Fronteiras
Título Original: Star Trek: Beyond
País: EUA
Ano: 2016
Diretor: Justin Lin
Atores: Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg e Idris Alba
Gênero: Ficção
Produção: Paramount Pictures
Classificação: 4 Estrelas (Gostei Muito)



Espaço: a fronteira final.
Estas são as viagens da nave estelar Enterprise.
Em sua missão de cinco anos...
para explorar novos mundos...
para pesquisar novas vidas...
novas civilizações...
audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.
Durante muito tempo os Trekkies (fãs de Star Trek) e os Star Warriors (fãs de Star Wars) não se entendem. Se você gosta de uma série, não pode gostar da outra. Eu sempre gostei das duas, mas tenho uma quedinha por Star Wars - a trilogia original.

Depois de atiçar um pouco mais a briga entre os Trekkies e os Star Warriors, vamos conhecer um pouco mais sobre a mitologia Star Trek nas telas da TV e nos cinemas antes de falarmos de Star Trek: Sem Fronteiras.


A Série de TV original foi criada por Gene Roddenberry em 1966 e ficou em cartaz até 1969. Depois vieram as séries derivadas, como:
Star Trek: The Animated Series (1973~1974);
Star Trek: A Nova Geração (1987~1994);
Star Trek: Deep Space Nine (1993~1999);
Star Trek: Voyager (1995~2001) e
Star Trek: Enterprise (2001~2005).
No ano que vem, teremos a sétima série da mitologia Star Trek, sob o título Star Trek: Discovery.


Nas telas do cinema, temos 06 filmes com o mesmo elenco da série original:
Star Trek: O Filme (1979);
Star Trek II: A Ira de Khan (1982);
Star Trek III: À Procura de Spock (1984);
Star Trek IV: A Volta para Casa (1986);
Star Trek V: A Fronteira Final (1989);
Star Trek VI: A Terra Desconhecida (1991).


Temos mais 04 filmes com o elenco da série A Nova Geração:
Star Trek: Generations (1994);
Star Trek: Primeiro Contato (1996);
Star Trek: Insurreição (1998);
Star Trek: Nêmeses (2002).


Em 2009, tivemos o reboot feito pelo diretor J. J. Abrams
Star Trek (2009)
Star Trek: Além da Escuridão (2013)
Star Trek: Sem Fronteiras (2016)

O diretor J. J. Abrams revolucionou a franquia Star Trek em 2009 com o excelente filme chamado apenas de Star Trek. Dirigiu o bom Star Trek: Além da Escuridão, mas teve que abandonar a franquia para dirigir o reboot de Star Wars. Isso mesmo, Abrams é o responsável por reviver as duas maiores franquias de ficção científica nos cinemas. Em uma entrevista disse gostar mais de Star Wars, colocando mais lenha na rixa entre os fãs das duas séries.


Quem dirige Star Trek: Sem Fronteiras é o taiwanês Justin Lin, que dirigiu 4 filmes da franquia Velozes & Furiosos Ele parece que está bem cotado no mercado cinematográfico, seus próximos filmes anunciados são: Highlander e Space Jam 2.


Em Star Trek: Sem Fronteiras, Kirk, Spock e a tripulação da Enterprise estão há três anos explorando o espaço. Eles recebem um pedido de socorro, mas o pedido acaba revelando-se uma emboscada do maléfico vilão Krall (Idris Elba irreconhecível por causa da excelente maquiagem). Ele ataca a Enterprise com o intuito de roubar um artefato alienígena, chamado Abronath, que está arquivado dentro da nave. Durante o ataque, seus tripulantes acabam fugindo e indo parar em Altamid, um planeta dentro de uma nebulosa.


O filme tem bons momentos de ação, mas nada inovador. A cena do ataque à nave Enterprise é muito bem feita, mas a maior parte do filme não se passa no interior da nave e, sim, em terra firme. O que pode ser visto com bons olhos, ou não. O fato é que esse novo ambiente abre oportunidade para criar novas situações para a equipe. 


Em Altamid, os tripulantes acabam se reagrupando em duplas, o que poderia ter sido mais bem explorado, expondo as fraquezas, os dilemas, e a força de cada um deles. A tentativa existe mas é superficial. Spock machucado é cuidado pelo médico Leonard "Bones" McCoy. Kirk faz dupla com Checkov, interpretado pelo ator Anton Yelchin, falecido neste ano em um acidente. Uhura e Sulu são mantidos em cativeiro pelos seguidores de Krall.


Um fato inovador é que o personagem Sulu se revela gay em uma cena rápida e natural. A mitologia Star Trek sempre se mostrou a frente do seu tempo, dando espaço a mulheres, negros e, agora, aos gays. 


Já o mecânico Montgomery é resgatado pela guerreira Jaylah que também foi vítima de Krall e ajuda os tripulantes da Enterprise nesta grande batalha. Ela deve compor a tripulação da Enterprise nos próximos filmes para aumentar o quantitativo feminino. 


A Estação Espacial Yorktown, onde ocorre a batalha final foi muito bem elaborada. É moderna, clean e fisicamente, intrigante.


A cena final que mostra a reconstrução da Enterprise é muito bonita e emocionante para os fãs do cinema. Não apenas para os Trekkies 


Vida longa e próspera.

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