Os Barcos de Papel - José Maviael Monteiro [Resenha]

8 de set de 2016

Título: Os Barcos de Papel
Série: Vaga-Lume
Autor: José Maviael Monteiro
Editora: Editora Ática
Gênero: Aventura Infanto-Juvenil
Páginas: 79
Ano: 1984
Classificação: Favorito

Estava andando pelo Shopping Norte Sul, aqui na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, quando me deparei com uma geladeira cultural: a Geladoteca. Haviam poucos livros na realidade. A maioria eram apostilas antigas e manuais. Mas, entre eles, encontrei o livro Os Barcos de Papel, da série Vaga-Lume.

Li Os Barcos de Papel, do autor sergipano José Maviel Monteiro quando era adolescente e me apaixonei pela história. É um dos meus livros favoritos da série Vaga-Lume e olha que isto é um fato e tanto. Fiquei com medo de reler o livro e acabar com o encanto, mas tomei coragem e segui os meninos pelo labirinto das grandes pedras, entremeadas de arbustos e mato alto, até a grande aventura de suas vidas.

André e Miguel ganharam um porta aviões e um transatlântico respectivamente. Os brinquedos eram importados, movidos à pilha. Presentes do pai que trouxe de uma viagem feita para o exterior. Eles chamam o amigo Josué para brincarem na beira do rio e quando chegam lá encontram com Quito, um garoto humilde que brincava com o seu barquinho de madeira feito com um tamanco velho e um trapo de pano representando a vela.

O autor consegue mostrar a diferença social existente na época, apesar disso não ser um problema para a amizade dos quatro garotos. O pai dos irmãos André e Miguel é capitão da Marinha. O pai de Josué, Advogado. Enquanto o pai de Quito é Marceneiro e a mãe, Lavadeira. Além da diferença social, também existe a diferença cultural. Quito acredita em lendas, como a do Caapora, enquanto os outros meninos acham tudo uma bobeira.

O Caapora é...
um moleque peludo, com os pés virados para trás, que anda montado num porco selvagem para defender os bichos do mato. [...] Se ele pegar alguém fazendo mal às plantas ou aos bichos, dá um jeito que ninguém encontra mais o caminho de casa, fica perdido no meio do mato.
Quito convida os novos amigos para irem brinca num lago no meio da floresta.

O cheiro gostoso do mato, penetrava-lhes pelas narinas, insetos voavam em torno, pássaros cantavam no alto das árvores.
O lago nascia por debaixo de enormes rochas e, entre elas, os meninos descobrem uma caverna misteriosa e, lógico, resolvem explorá-la.


Os meninos se perdem dentro da caverna e vão ter que enfrentar o frio, a fome, o medo e algo muito mais perigoso, enquanto seus pais, a polícia e os bombeiros estão procurando por eles.

Não quero contar muito para não estragar o prazer que foi reler Os Barcos de Papel. Um livro curto, de 79 páginas, com 22 capítulos, mas totalmente envolvente. Mesmo nos dias de hoje em que não tenho mais 12 anos de idade. Uma grande aventura com surpresas, sustos e perigos que me fizeram fazer uma viagem no tempo para os anos 80.



2 comentários:

  1. Oi, André! Eu tenho um volume dessa coleção que herdei do meu irmão, "Meninos sem pátria", e adoro! Não tive a oportunidade de ler outros títulos, mas pela sua resenha dá pra perceber que o estilo se mantém. Que nostalgia!

    Beijos, Entre Aspas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carla,
      Nostalgia total. Pretendo ler ou reler outros títulos da série Vaga-Lume. Não lembro de ter lido Meninos Sem Pátria.
      Beijos,
      André

      Excluir