Um Espião e Meio [Crítica]

15 de ago de 2016
Título: Um Espião e Meio
Título Original: Central Intelligence
País: EUA
Ano: 2016
Diretor: Rawson Marshall Thurber
Atores: Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jason Bateman e Aaron Paul
Gênero: Comédia e Aventura
Duração: 109 minutos
Estúdio: Universal
Classificação: 1 Estrelas

Na época em que eu trabalhava em Vídeo Locadora indiquei vários filmes que não gostei para os clientes. Meus amigas ficavam sem entender:
- Mas André, você detestou esse filme!
Eu costuma responder que eu não tinha gostado, mas sabia que aquele cliente ia gostar.
Ainda bem que eu acertava na maioria das vezes e era sempre procurado para dar minhas indicações. Boa época aquela!

Estou dizendo isso porque eu não gostei da comédia Um Tira e Meio, com Dwayne "The Rock" Johnson e Kevin Hart, mas quem sabe você não tem uma experiência diferente.

O filme começa mostrando um Dwayne Johnson gordo (num efeito especial muito estranho), dançando no banheiro da escola, quando alguns alunos resolvem lançá-lo pelado no meio do ginásio da escola onde todos os alunos estavam reunidos para comemorar o fim do ano letivo. Todos riem de Bob. Somente Calvin, o aluno mais famoso e querido da escola, tem alguma intenção de ajudá-lo.

Vinte anos depois, Bob é grande, forte e agente da CIA. Ele precisa da ajuda de Calvin, que hoje trabalha como contador, para resolver um complicado caso de terrorismo. Calvin é infeliz no trabalho e mesmo sem querer se envolver, acaba ajudando Bob. Porém, os outros agentes da CIA querem prender Bob por deserção. Eles acreditam que Bob é o vilão que está vendendo informações secretas dos EUA através de um site de leilão. Calvin começa a ser perseguido e chantageado pela CIA para que ele entregue o amigo.

Nessa corrida de gato e rato, o diretor Rawson Marshall Thurber, do divertido Família do Bagulho, usa e abusa dos clichês e das piadas politicamente incorretas. Principalmente das piadas sobre os negros, tema que gerou muita discussão durante o Oscar 2016,

O filme traz algumas referências a filmes da década de 80, como Gatinhas e Gatões, com Molly Rigwald e dirigido por John Hughes, mas tudo parece forçado. As cenas de ação são exageradas. Os momentos em que o filme pretende passar uma menagem edificante ati-bullying também não funcionam pelo fato do filme não se levar a sério.

Hart é o comediante do momento e Johnson, o astro de ação. O dois astros juntos pode parecer estranho, mas não é novidade. Já tivemos várias duplas inusitadas no cinema , como: Arnold Schwarzenegger e Dani DeVito (Irmãos Gêmeos e Junior), Sandra Bullock e Melissa McCarthy (Armadas e Perigosas), Jackie Chan e Chris Tucker (série A Hora do Rush) e, novamente Jackie Chan, mas agora com Owen Wilson (série Bater ou Correr). Alguns obtiveram sucesso em suas empreitadas, outros não.

O filme já ultrapassou a barreira dos 100 milhões de dólares e foi indicado para 3 categorias do Teen Choice Awards de 2016: Melhor Filme do Verão e Johnson e Hart foram indicados ambos para Melhor Ator do Verão Americano. Com certeza o filme atraiu bons atores em pequenas papéis como o ótimo Aaron Paul (de Need for Speed e Breaking Bad) e uma atriz surpresa que aparece apenas no final como par romântico de Johnson.

O melhor do filme é a chamada: "Salvar o mundo requer um pequeno Hart e um grande Johnson". Se for ver, não deixe de assistir os erros de gravação durante os créditos finais.


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