Procurando Dory [Crítica]

6 de jul de 2016

Título: Procurando Dory
Título Original: Finding Dory
País: EUA
Ano: 2016
Diretor: Andrew Stanton e Angus MacLane
Dubladores Originais: Ellen DeGeneres (Dory), Albert Brooks (Marlin), Ed O'Neill (Hank), Diane Keaton (Jenny) e Idris Elba (Fluke).
Gênero: Desenho Animado
Duração: 97 minutos
Estúdio: Pixar/Disney
Classificação: 3 Estrelas

Procurando Nemo foi lançado pela Pixar em 2003 e agradou em cheio. Todo mundo se apaixonou pela busca de Marlin pelo seu filho. Um road movie passado no oceano com personagens coadjuvantes divertidíssimos. Dory, a peixe com perda de memória recente é uma personagem tão carismática que roubou a cena há 13 anos.

Disney comprou a Pixar em 2006 e deu início à produção de várias continuações de sucessos da Pixar. Infelizmente, nem toda continuação consegue mantem a qualidade do filme antecedente, mas, com certeza, faz uma enorme bilheteria e leva muita grana para os cofres do estúdio. Já estão programados Carros 3 para 2017, Toy Story 4 para 2018, e Os Incríveis para 2019. Particularmente, não gosto muito de ver belas histórias serem detonadas em continuações medianas. Será que este é o caso de Procurando Dory?

O filme começa com um grande flashback mostrando Dory pequenina, linda, com aqueles olhões, preocupada com a sua perda de memória recente. Seus pais tentam acalmá-la, mostrando que mesmo assim ela pode fazer grandes coisas. 

Um certo dia, a correnteza a leva para longe de seus pais e ela se perde. Sem saber onde está, ela continua a nadar... o tempo continua a passar... ela continua a nadar... até esbarrar em Marlin e percebemos que ali é o início da aventura de 2003.

O filme dá o pulo de 1 ano e vemos Dory, Marlin e Nemo vivendo felizes nos recifes. Durante uma excursão do professor Raia, Dory se lembra de seus pais e decide ir atrás deles na Califórnia. É lógico que Marlin e Nemo partem com ela nesta nova aventura, mas eles se perdem durante o caminho e Dory acaba indo parar no Instituto da Vida Marinha. Lá ela conhece o polvo Hank que vai ajudá-la em sua busca, enquanto Nemo e Marlin tentam se reencontrar com Dory.

Não consegui me empolgar com Procurando DoryEnquanto a perda de memória recente da Dory era motivo de risadas no primeiro filme, agora é motivo de tristeza. Hank, o polvo de sete tentáculos e com três corações, é o parceiro da Dory nessa aventura, mas não funciona como alívio cômico. Os outros coadjuvantes não são memoráveis. Os momentos mais leves são poucos e são meras releituras de passagens de Procurando Nemo, como: Dory falando balonês e a tartaruga hippie.

Os flashbacks que fazem a Dory adulta se lembrar de quem é, quem são seus pais e onde eles podem estar são bonitos e importantes para o filme, mas quebram um pouco o ritmo da narrativa. Outra coisa que também quebra o ritmo é a linha didática que o filme adota a partir do momento em que Dory chega ao Instituto. Chega a cansar.

A mensagem de que se deve valorizar a família, de que os amigos podem ser a nossa família e que é possível vencer na vida mesmo tendo defeitos físicos ou neurológicos é memorável.

O filme não é de todo ruim, apenas não chega aos pés de diversos outros clássicos da Pixar, como a trilogia Toy Story, Os Incríveis, Ratatouile, Monstros S.A. e o próprio Procurando Nemo. Esperava muito mais!

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