Independence Day: O Ressurgimento [Crítica]

29 de jun de 2016
Título: Independence Day: O Ressurgimento 
País: EUA
Ano: 2016
Diretor: Roland Emmerich
Atores: Jeff Goldblum, Bill Pullman, Liam Hemsworth, Jessie Usher, Maika Monroe e Travis Tope.
Gênero: Ficção
Produção: Fox
Classificação: 2 Estrelas
Trailer

Antes de Falarmos de Independence Day: O Ressurgimento, temos que voltar no tempo. Exatamente para 1996. Acredito que muitos não eram nem nascidos, mas foi em 1996 que um acidente de avião matou os Mamonas Assassinas; estreou o humorístico Sai de Baixo, na Rede Globo; o Brasil ganhou 15 medalhas nas Olimpíadas de Atlanta e estreou o filme Independence Day.


O primeiro filme conta a história de alienígenas que resolvem invadir o planeta Terra, atacando diversas cidades do planeta. O ataque começa no dia 3 de julho e é esmagador. Nada consegue deter os alienígenas. Mas, no dia 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos (daí o título do filme), surge uma oportunidade de vencer os invasores e os humanos partem para o contra-ataque.

O filme contém várias cenas de destruição características dos filmes catástrofes e vários momentos cômicos bem colocados. A relação do cientista de Jeff Goldblum com o seu pai é muito divertida e o Capitão Steven "Eagle" Hiller, vivido pelo Will Smith, pouco conhecido na época, é hilário.

O filme fez muito sucesso nas bilheterias, elevou Will Smith à categoria de astro e colocou os filmes catástrofes em voga. É claro que uma continuação era esperada. O problema é que eles esperaram demais. Durante os 20 anos, vários filmes semelhantes foram laçados e saturou o gênero. O próprio Roland Emmerich dirigiu Godzilla, O Dia Depois de Amanhã, 10.000 A.C. 2012.

De volta para 2016 e para Independence Day: O Ressurgimento. O filme se passa 20 anos após a vitória humana sobre os alienígenas. O mundo está mais unido e menos intolerante. Conseguimos entender e adaptar a tecnologia deles para a construção de armas e transportes que desafiam a gravidade. Durante todo esse tempo, nos preparamos para uma possível segunda invasão, mas, como diz o trailer, "eles também!". Desta vez, o ataque é muito maior. 

O filme começa bem, com cenas grandiosas e muita ação. Jake (Liam Hemsworth) é o herói rebelde apaixonado pela filha do ex-presidente Bill Pullman. Dylan (Jessie Usher) é filho do personagem de Will Smith e líder dos combatentes. Os dois não se dão bem desde o acidente que quase matou um deles. Pena que os personagens não são bem desenvolvidos e fica difícil se identificar e torcer por eles. Charlie (Travis Tope), amigo de Jake, é o único personagem que se destaca, com boas tiradas durante o filme.

No segundo ato, quando a ação diminui, o filme fica cansativo. Não há história que sustente a atenção do espectador. A ação é retomada no ato final, mas não é suficiente para prender novamente a atenção por ser, apenas, mais do mesmo.

O filme é previsível e datado apesar dos bons efeitos especiais.
É melhor rever o Independence Day  de 1996.
Pelo menos é diversão garantida!

2 comentários:

  1. Não é a 1ª resenha que vejo dizendo que o filme não vale a pena.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem fraco mesmo, Hércules. Ainda deixa um final em aberto para uma possível continuação. Vamos ver se a bilheteria vai permitir.

      Excluir