Mosquitolândia - David Arnold [Resenha]

4 de abr de 2016
Título: Mosquitolândia
Autor: David Arnold
Editora: Intrínseca
Gênero: Drama
Páginas: 352
Ano: 2015
Classificação: 4 estrelas

Mary Iris Malone é uma adolescente que transita entre a loucura e a sanidade.
Em resumo, sou cento e dez por cento anomalia, mais uns trinta e três por cento espírito independente e sete por cento gênio do pensamento livre. Minha soma total é cento e cinquenta por cento, mas isso já era de se esperar, sendo eu uma anomalia viva e pensante. É isso aí!
 Essa é MIM Malone, uma adolescente que adora assuntos pesados e depressivos. Os pais dela se separaram e ela acabou se mudando de Ohio para o Mississipi (a Mosquitolândia do título) para morar com o pai e a madrasta, Kathy. Eve, sua mãe, ficou em Cleveland, Ohio.

MIM acaba ouvindo escondida uma conversa entre seu pai, Kathy e o diretor da escola que sua mãe está doente e fica atordoada. Lembrando das semanas que não tem notícias da mãe, ela foge da escola e decide que a mãe precisa dela tanto quanto ela precisa da mãe. Arruma suas coisas e pega um ônibus sozinha até Cleveland, há 1.524 quilômetros de distância.

Durante essa viagem, ela vai conhecer diversos personagens que vão marcar sua vida de uma forma ou de outra. Há Carl, o motorista do ônibus; o homem do poncho; Arlene, uma verdadeira dama da velha guarda; Walt, um garoto com Síndrome de Down; Caleb, o Menino das Sombras; Ahab e a Baleia Branca; e Beck. Não pessoas, mas gente de verdade!
Adoro livro sobre crescimento humano, mas como MIM mesma diz, esse livro não é sobre crescimento e, sim, sobre mudanças:
Quando é gradual, chama-se crescimento; quando é rápida, mudança. E, meu Deus, como as coisas mudam: algumas coisas, nada, outras coisas, tudo... Todas as coisas mudam.
Fazia tempo que queria ler este livro, mas, depois que comecei, fiquei estagnado. Não conseguia me envolver com MIM Malone e com a sua viagem física e emocional. O livro é cheio de flash-backs: revelando traumas, fantasmas e notícias bombásticas. Não é um livro fácil, ele é bem mais profundo do que as palavras podem dizer. Depois de um tempo, não sei se houve uma mudança em mim ou se foi no livro, mas passei a torcer pelos personagens e a me emocionar com suas missões.
Este é o primeiro livro de David Arnold que começa a carreira já com um livro memorável no currículo. Uma voz honesta é mais atraente do que uma voz bonita.
Câmbio e desligo,
André Gama
Sem medo de encarar o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário