Morte e Vida de Charlie St. Clound - Ben Sherwood [Resenha]

4 de abr de 2016

Morte e vida de Charlie St. Cloud


Título: Morte e Vida de Charlie St. Clound
Autor: Ben Sherwood
Editora: Novo Conceito
Gênero: Drama, Fantasia
Páginas: 296
Ano: 2010
Classificação: 4 estrelas
Morte e Vida de Charlie St. Cloud, de Ben Sherwood, foi Best-Seller do The New York Times, transformado em filme com o ator Zac Efron, mas o livro não fez o mesmo sucesso em terras tupinanquins. Lançado por aqui em 2011 pela Editora Novo Conceito, é fácil encontrar o livro em promoções por menos de R$10,00.
Eu adoro o filme homônimo, dirigido por Burr Steers que também é ator. Ele participou de dois filmes de Tarantino: Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Realmente me emociono toda vez que assisto este drama romântico que fala sobre o que acontece após a morte quando Charlie sobrevive ao acidente de carro que tirou a vida de seu irmão mais novo.
Movido pelo filme, me joguei neste mundo fantasioso (?) de Charlie St. Clound.


Charlie mantinha a aparência alegre e descuidada, e sempre tinha uma piada, uma história na ponta da língua. Mas quando o assunto era relacionamentos verdadeiros, ele havia se tornado o mestre da esquiva. Ele sabotava todas as oportunidades e, todas as noites, ele se lembrava da razão pela qual fazia isso. Ele havia tirado a vida de Sam, sendo assim, Charlie não merecia amor ou felicidade.
Charlie prometera treinar beisebol todo fim de tarde com seu irmão antes do fatídico acidente e, mesmo após o enterro de Sam, Charlie continuou cumprindo a sua promessa. Por isso, ele desistiu de todas as oportunidades que teve na vida para acabar trabalhando no cemitério da cidade, onde podia ver, conversar, brinca e treinar com seu irmão morto.
No início, os médicos achavam que Charlie estava sonhando ou tendo alucinações devido ao trauma, mas, sim, Charlie conseguia ver seu irmão. Ao anoitecer, Charlie e Sam jogavam beisebol todos os dias numa clareira da floresta que ficava no final do cemitério. Ele acreditava que se perdesse apenas um treino que fosse, perderia o "dom" de ver o irmão e perderia a oportunidade de cumprir a sua promessa.
Com o passar do tempo, Charlie percebeu que ele conseguia ver também os espíritos das pessoas que morriam e ficavam vagando pelo cemitério ou das que estavam prontas para fazer a passagem.
Neste momento da vida, Charlie conhece Tess Carroll, uma linda garota que vai navegar sozinha num veleiro ao redor do mundo numa competição. Mas, viver esse amor pode significar deixar de cumprir a promessa que fez ao seu adorado irmão.
O livro, como sempre, é mais completo ao descrever o sentimento dos personagens com mais detalhes, mas o filme foi bem adaptado. Possui algumas mudanças mas consegue manter a essência que dá o tom ao livro: a vida. Como superamos a dor e a perda e aproveitamos melhor o nosso tempo na Terra?
Independente de qual for a sua crença, Sherwood consegue tornar essa incrível história de amor em algo crível, real. Recomendo tanto o livro quanto o filme!
Uma folha, uma estrela, uma canção, um riso. Perceba as pequenas coisas, porque alguém está estendendo a mão pra você. Qualcuno ti ama. Alguém o ama.
André Gama

2 comentários:

  1. Puxa vida, André, gostei da resenha. Seguindo teu humilde blog, rs.

    Confesso que vi o filme mais não havia entendido muito bem a história. Então era isso: Charlie podia ver mortos. Agora tudo faz sentido, rs.

    Abraço, sucesso!

    Roberto Camilotti: blog de literatura.

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    1. Oi Rob,
      Pois é, depois da morte do irmão ele começa a ver outras pessoas que morreram também, como o amigo que foi pra guerra, entre outros.
      Que bom que gostou da resenha e está seguindo o blog.
      Valeu!

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